quarta-feira, 7 de abril de 2010

Era para falar da Páscoa.

Enquanto o vento que trás a chuva balançava as cortinas da janela, estive pesquisando em alguns blogs que tratavam de assuntos como religião, ciência e ceticismo. Observei que a eterna guerra por divergências dos crentes numa força maior e aqueles que crêem somente na divindade da ciência.



Se não fossem tais diferenças discutidas a distância neste nosso mundo virtual, acabariam as divergentes criaturas se agredindo fisicamente.



De um lado os que sem palavras explícitas se autoproclamam filhos do intelecto, geralmente são

, ou foram bons estudantes, costumam ter um bom domínio da língua Portuguesa e constroem textos claros, e por isso mesmo objetivos... Onde tudo parece bem inteligente.



Do outro lado, criaturas bem mais emocionais com tendências a se inflamarem com facilidade, guando se deparam com textos que em suas visões, atacam sua fé. Em sua maioria (apenas minha observação) ou são preguiçosos para escrever, ou não foram tão bons estudantes, ou muito jovens. Criaturas emocionais têm mesmo uma certa displicência para os estudos que não os preenche. E nesse universo emocional quem sabe muito não costumam se envolver.



Como discutem ?

Os primeiros se valem de seus conhecimentos bem assimilados e decorados ( a minoria é que cria o conhecimento humano ) e costumam responder aos comentários recebidos dos de fé cega com grosseirias humilhantes do tipo - Vá estudar, seu burro! - A ciência comprova, e seu Deus não comprova nada por isso não existe, crentezinho de m... - antes de me criticar aprende a escrever. O negócio é elevar o próprio grau e não discutir o que foi colocado pelo " crentezinho".



Os segundos largam seus comentários, algumas vezes apenas questionando outros já esculhambando, usando de sua crença para amaldiçoar - Em uma curva qualquer da vida, uma vingança divina ! Como quem diz aos botões - adoraria te ver se dando mal, descrentezinho.



E o vento quase frio que invade o meu pequeno mundo, ri às custas das intrigas dos egos, e de mim, deixando-me com a sensação de precisar de um casaco, enquanto quebra minhas divagações sobre o que poderia virar uma tese.



Capuletos e Montéquios , Gregos e Troianos, Galeses e Romanos. Diz o vento que antecede a chuva forte . E fala alto enquanto sai pelo espaço que entrou: - E são vocês que fazem a própria história , pobres mortais.



Me levanto e caminho para fechar a janela , e ainda posso ouvi-lo. Diz ele: "Voltarei para concluirmos tal

assunto , humana amiga" . E ele se dispersa com a chegada da chuva de longos pingos grossos , simplesmente fecho minha janela real, virtual .

sábado, 27 de março de 2010

O Aparente Fracasso do Homem Espiritual

Renunciai à vossa pretensa cultura,
E todos os problemas se resolvem.
Oh! quão pequena parece a diferença
Entre o Sim e o Não!
Quão exíguo o critério
Entre o bem e o mal!
Como é tolo não respeitar
O que merece se respeitado de todos!
Ó solidão que me envolve todo!
Todo o mundo vive em prazeres
Como se a vida fosse uma festa sem fim,
Como se todos sorrissem em perene primavera!
Somente eu estou só...
Somene eu não sei o que farei...
Sou com uma criança que desconhece o sorriso.
Como um foragido
Sem pátria, sem lar...
Todos vivem na anbundância
Somente eu não tenho nada...
Sou um ingênuo, um tolo...
É mesmo para desesperar...
Alegres e sorridentes andam os outros!
Deprimido e acabrunhado ando eu...[
Cirruncspctos são eles, cheios de inciatica!
Em mim, tudo jaz morto.
Inquieto, como as ondas do mar,
Assim ando eu pelo mundo...
A vida me lança de cá pra lá,
Como se eu fosse uma folha seca...
A vida dos outros tem um sentido,
Eu não tenho uma razão de ser...
Somente a minha vida parece vazia e inútil;
Somente eu sou diferente de todos os outros - e no entanto - Sossega meu coração!
Tu vives no seio da mãe do Universo.

Lao-Tsé

Nada significa ser

Acredito que um intelectual possa até ser um sábio, mas nunca vi um sábio que quisesse ser um um intelectual.